Tecnologia e Inovação
Da ideia à inovação: como transformar o mestrado em projetos de IA em tempo recorde
Ulysses Espuny, superintendente geral de TI no Banco Safra, tem uma trajetória marcada por crescimento rápido e experiências variadas no setor de tecnologia.
Ulysses Espuny, superintendente geral de TI no Banco Safra, tem uma trajetória marcada por crescimento rápido e experiências variadas no setor de tecnologia. Com formação em Gestão de TI e passagens por empresas como Banco Votorantim e TransUnion, ele acumulou experiência em áreas como suporte, projetos e infraestrutura. Desde que ingressou no Banco Safra, é responsável por serviços, suporte e gestão de data centers.
Entretanto, foi o Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade, na linha de Tecnologia da Informação, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), que o levou a aplicar novos conhecimentos de forma prática e inovadora. Desde o início do curso, Ulysses já desenvolveu dois grandes projetos envolvendo inteligência artificial (IA), ambos baseados no projeto para o Trabalho Aplicado (TA) que será desenvolvido no mestrado.
O impacto imediato do mestrado na carreira
Ao ingressar no mestrado, em fevereiro de 2024, Ulysses rapidamente percebeu mudanças na forma de pensar e agir em seu trabalho. "Eu tive muitos insights! Ter uma base científica antes de opinar nos torna mais críticos e criteriosos,” comenta ele sobre o aprendizado. O curso o preparou para atuar de maneira mais estratégica, estimulando-o a ver a tecnologia como uma solução para problemas de negócios.
“A ênfase no curso é buscar fontes confiáveis e pensar em tecnologia como uma ferramenta para resolver problemas de negócio. Isso me inspirou muito, logo de cara”, afirma.
Essa mudança de mentalidade impactou diretamente a forma como Ulysses lidava com processos no banco. Ele começou a incluir referências e citações em documentos internos, prática que foi rapidamente adotada por outros setores, gerando uma mudança cultural dentro da empresa.
Projetos de Inteligência Artificial: do mestrado para o mercado
Logo nos primeiros meses de curso, Ulysses concebeu a ideia de implementar um agente virtual com IA em sua empresa, inspirado em seu Trabalho Aplicado. "Montei o projeto completo e já estamos implementando. Esse insight veio logo no início do mestrado e mudou completamente minha visão sobre o uso da tecnologia", explica.
Em menos de oito meses, ele também levou sua ideia para o mercado de suporte ao cliente, criando um projeto de IA para o setor de service desk. “Pensei, ‘por que não aplicar isso em outras empresas?’”, conta Ulysses. Ele apresentou o projeto ao HDI, um instituto americano especializado em help desk, que aprovou a proposta. Agora, ele está lançando o primeiro curso oficial da HDI sobre IA no setor de suporte ao atendimento.
“A primeira turma será em novembro. Foi muito gratificante ver o projeto ser aceito, especialmente por ser algo desenvolvido localmente, ao invés de importado de fora”, relata.
O futuro e a ambição de inovar
Além de transformar suas ideias em projetos concretos, Ulysses se juntou a colegas do mestrado para desenvolver novos negócios. “Estamos montando um business case baseado no que aprendemos no curso, e vamos ver se vai funcionar no mercado,” comenta, mostrando como o mestrado ampliou suas capacidades técnicas e também o incentivou a buscar inovação constante.
Com planos de continuar sua jornada acadêmica no Doutorado Profissional em Administração (DPA) e o desejo de continuar se desenvolvendo como professor, Ulysses enxerga a FGV como um elemento fundamental para seu desenvolvimento profissional e acadêmico. "A FGV sempre foi um sonho, e agora faz parte do meu futuro."