Internacionalização
Duplo Diploma entre Columbia e FGV: O americano que fez do Brasil sua casa
Entre experiências acadêmicas e culturais, Preston Thomas encontrou no Brasil e na FGV EAESP um novo propósito de vida e carreira.

Quando Preston Thomas chegou ao Brasil pela primeira vez, ele não imaginava o quanto o país transformaria sua trajetória. Nascido no estado do Colorado (EUA) e formado em Antropologia, ele veio como bolsista do programa Fulbright Brasil — uma iniciativa entre os governos americano e brasileiro — para ensinar inglês e compartilhar a cultura dos Estados Unidos. “Eu não sabia nada sobre o Brasil, não falava português, e caí de paraquedas em Jacarezinho, no Paraná”, relembra, entre risos.
Morando em uma república com estudantes universitários, Preston viveu intensamente a vida brasileira e se surpreendeu com a receptividade das pessoas. “O brasileiro é muito aberto, muito acolhedor. Acho incrível essa forma de se comunicar — e o WhatsApp faz parte da vida de todo mundo!”, brinca.
Foi também no interior do Paraná que ele teve seu primeiro contato com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que despertou seu interesse por políticas públicas. “Foi a primeira vez que eu tive acesso gratuito a serviços de saúde completos. Isso me marcou muito como estrangeiro — ver um sistema que garante direitos para todos”, explica.
Após dois anos no Brasil, Preston retornou aos Estados Unidos, onde trabalhou como assistente jurídico. Mas a saudade do país falou mais alto. Pouco tempo depois, surgiu uma oportunidade em um escritório americano com sede em São Paulo — e ele voltou. “Eu era o único americano no escritório. Trabalhar na Faria Lima me deu uma nova perspectiva sobre o mercado e sobre o Brasil corporativo.”
Foi nesse período que ele conheceu a Fundação Getulio Vargas. “No mundo corporativo, via muitos executivos formados pela FGV. Era um nome que aparecia com frequência nos currículos. Percebi que era uma instituição de ensino de excelência”, conta.
Quando ingressou na Columbia University, em Nova York, para o mestrado em Políticas Públicas (SIPA), Preston já sabia o próximo passo: queria o Duplo Diploma com a FGV EAESP, oferecido por meio do Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas (MPGPP). “Ter um diploma do Brasil me daria credibilidade e legitimidade para trabalhar aqui. O duplo diploma era a combinação perfeita: excelência acadêmica e conexão com o país que escolhi para viver”, conta.
Na FGV, Preston aprofundou seu conhecimento sobre o sistema político e social brasileiro e desenvolveu uma pesquisa sobre políticas de migração e inclusão financeira, com foco em São Paulo — cidade que, segundo ele, “lidera o acolhimento de imigrantes e refugiados na América Latina”.

Durante o curso, ele participou do Projeto de Extensão e Apoio a Refugiados (PEAR), fruto de Cooperação Técnica entre a Coordenação-Geral do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e a FGV, e também de iniciativas que ajudavam pessoas em situação de rua a ter acesso a serviços públicos, como o Pop na Rua, na Praça da Sé. Preston também participou das imersões que o MPGPP proporciona, fazendo uma viagem até Santos (SP) onde conheceram políticas de transporte público, sustentabilidade e infraestrutura.
“Foram experiências transformadoras. Vi na prática como o Brasil organiza políticas públicas para inclusão, cidadania e acesso a direitos.”
Comparando os dois países, Preston destaca tanto as semelhanças quanto as diferenças.
“Brasil e Estados Unidos têm diversidade, riqueza e desigualdade — mas de formas diferentes. Ambos têm papéis de liderança em suas regiões, e estudar os dois contextos me deu uma visão mais ampla sobre governança e políticas públicas.”
Hoje, ele se diz encantado com o corpo docente da FGV EAESP. “Os professores são incríveis, com profundo conhecimento teórico e prático. E os colegas de turma trazem muita experiência real, o que torna o aprendizado ainda mais rico.”
Depois de tantos caminhos, o americano que veio para ficar nove meses já vive há seis anos no Brasil. “Eu me sinto em casa aqui. O Brasil me acolheu, me ensinou e me deu propósito. Quero continuar minha carreira em políticas públicas no país e contribuir para o lugar que escolhi como lar.”

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