Internacionalização
FGV na COP30: Ensino, diplomacia e sustentabilidade em ação
“A experiência de estar na COP30 é única. O evento reúne pessoas do mundo inteiro discutindo temas urgentes”, ressaltou Rodrigo Fagundes Cezar, professor da FGV RI.
Participar da COP30 é vivenciar o centro das negociações climáticas globais. O evento reúne anualmente lideranças políticas, organizações internacionais, empresas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas. Estar presente nesse ambiente é acompanhar de perto decisões que moldam o futuro ambiental, econômico e diplomático do planeta.
Neste cenário de debates complexos e soluções urgentes, a presença da Fundação Getulio Vargas se destacou com a presença de Rodrigo Fagundes Cezar, professor da Escola de Relações Internacionais (FGV RI). O docente contribuiu com reflexões sobre sustentabilidade, comércio internacional e padrões globais, em painéis promovidos por instituições como a UNFSS e a ISO. Essa atuação reforça o compromisso da FGV com a formação de líderes preparados para os desafios multilaterais do século XXI.
A vivência na COP30 também reitera o valor da nossa proposta pedagógica: formar profissionais com domínio técnico, visão crítica e capacidade de dialogar com diferentes setores da política internacional. Temas como clima, desenvolvimento sustentável e governança global, discutidos na conferência, já fazem parte da formação de nossos alunos desde os primeiros períodos do curso.
Veja abaixo a entrevista completa com o professor sobre a sua participação na COP 30.
Como foi participar da COP30?
A COP30 é a grande conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. A cada ano, esse evento reúne milhares de pessoas do mundo todo para discutir como reduzir emissões, proteger florestas e lidar com os impactos do aquecimento global.
A experiência de estar na COP30 é única. O evento reúne pessoas do mundo inteiro discutindo temas urgentes, e isso cria uma sensação constante de movimento e decisão. A cada espaço que você entra, há debates acontecendo, negociações sendo feitas e diferentes visões do que significa enfrentar a crise climática. É um ambiente que exige atenção e preparo, porque tudo muda rápido e as conversas tocam em questões que afetam países inteiros. Estar ali, acompanhando de perto como essas decisões são formadas, dá uma noção concreta de como política internacional funciona na prática.
Na COP30, palestrei em duas ocasiões. A primeira foi um painel organizado pelo Regional Climate Foundations (RCF), uma rede de organizações que financia projetos relacionados ao clima. Lá, falei sobre comércio internacional e cadeias produtivas sustentáveis. A segunda foi um painel organizado pela UNFSS (Fórum das Nações Unidas para Padrões de Sustentabilidade) em parceria com a ISO (Organização Internacional de Padronização), que cria normas técnicas usadas globalmente. Nesse painel, discutimos como padrões de sustentabilidade podem ajudar países e empresas a participar do comércio internacional de forma mais responsável.
Quais as suas impressões do evento?
A COP30 impressiona pela dimensão e pela variedade de pessoas envolvidas. O evento funciona como um grande encontro global em que governos, organizações, empresas e sociedade civil tentam apontar caminhos para lidar com a crise climática. O que mais chama atenção é como a agenda climática ultrapassa em muito a área ambiental. As discussões passam por economia, desenvolvimento, segurança, alimentos, energia e relações internacionais. Essa mistura deixa claro que não existe solução simples. Cada decisão envolve custos, responsabilidades e escolhas difíceis para países com realidades muito distintas.
De modo geral, a impressão é que o Brasil tem um papel central nas expectativas do mundo. Por conta de sua biodiversidade, de sua matriz energética e da relevância econômica da agropecuária, o país aparece em muitas conversas como peça importante para qualquer estratégia global. A COP mostra que o debate climático já é parte estruturante da política internacional e que os próximos anos serão decisivos para definir como o mundo vai responder a esse desafio.
O que você vai levar do evento para a Escola de Relações Internacionais da FGV?
Três pontos ficaram especialmente claros. Primeiro, a agenda climática molda negociações internacionais, políticas comerciais e cooperação global. Isso reforça a importância de formar alunos capazes de integrar diplomacia, economia e ciência em uma mesma análise.
Segundo, muitas conversas na COP dependem de evidências confiáveis sobre impactos ambientais, custos econômicos e efeitos sociais. Isso confirma o valor de uma formação que desenvolve leitura de dados, métodos e capacidade de avaliação crítica. Terceiro, o papel central do Brasil no debate climático mostra como nossos estudantes precisam entender o posicionamento internacional do país e saber dialogar com atores de diferentes setores.
A experiência também confirmou algo importante: nossos alunos são formados desde cedo em temas que aparecem na COP30, como clima, desenvolvimento, comércio e cooperação internacional. A graduação expõe os estudantes a debates que conectam política, economia e desafios globais, o que prepara o terreno para que, ao longo do curso, eles desenvolvam maturidade e capacidade analítica para acompanhar discussões complexas como as que ocorrem em conferências internacionais.
Mestrado Profissional em Relações Internacionais
A participação do professor Rodrigo Fagundes Cezar na COP30 reflete diretamente os pilares do Mestrado em Relações Internacionais da FGV, que valoriza a integração entre teoria e prática, com foco nos grandes temas da agenda global.
O curso oferece uma formação acadêmica rigorosa, com ênfase em política internacional, economia e sustentabilidade — os mesmos eixos que estruturam os debates multilaterais da conferência.
Ao promover o engajamento com eventos de alcance global, a FGV fortalece a inserção internacional de seu corpo docente e amplia as oportunidades para que os alunos também possam contribuir ativamente com soluções para os desafios do século XXI.